domingo, 1 de julho de 2012

O Saco de Carvão



Uma ótima mensagem para começarmos o mês refletindo...

O Saco de Carvão


O pequeno Zeca entra em casa, batendo os pés no assoalho com força.
Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta,
chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o
acompanha desconfiado.

Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito isso comigo.
Desejo tudo de ruim pra ele, quero matar esse cara.

Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta
calmamente o filho que continua a reclamar:

-O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito isso!
Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir para a escola.

O pai escuta tudo calado
enquanto caminha até um abrigo
onde guardava um saco cheio de carvão.


Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o
acompanhou calado. Zeca vê o saco ser aberto e,
antes mesmo que pudesse fazer uma pergunta, o
pai lhe propõe algo:

-Filho, faz de conta que aquela camisa limpinha que está
secando no varal é o seu amigo Juca, e que cada pedaço de
carvão é um mau pensamento seu endereçado a ele.


Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o
último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.”

O menino encarou como uma brincadeira e pôs mãos à obra. O varal
com a camisa estava longe, e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma
hora depois terminou a tarefa. O pai, retorna e lhe pergunta:


-Filho, como está se sentindo agora?
-Cansado mas alegre. Acertei muitos pedaços de carvão na
camisa.

O pai olha para o menino, que não entendeu a razão daquela
brincadeira, e com carinho lhe diz:

- Venha comigo até meu quarto, pois quero mostrar-lhe uma coisa.

Lá é colocado diante de um espelho, onde vê todo o seu corpo.

Que susto! Enxergou apenas seus dentes e olhos .

O pai, então, lhe diz ternamente:

“Filho,você viu que a camisa quase não ficou suja, mas olhe só para
você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu.”


“Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos
pensamentos, os resíduos e a fuligem ficam sempre em nós
mesmos.”

“Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras.
Cuidado com as palavras: elas se transformam em ações.”


“Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos.
Cuidado com seus hábitos: eles moldam o seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele decidirá o seu destino.”


Autor: Dom Itamar Viana / Frei Aldo Colombo.










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